Naruto RPG Akatsuki
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Os Imortais
Okina conseguiu destruir Sunagakure, tornando o vilarejo um só com as suas origens, as areias profundas do deserto. O mesmo aconteceu em Kirigakure no Sato, onde a entidade afundou a vila no oceano que o cercava. Porém, ao tentar acabar com Konoha, a inimiga da humanidade falhou sendo impedida pelos novos salvadores do mundo. Abençoados por Hagoromo, os ninjas Mako e Mordred conseguiram selar a adversária criando uma segunda lua pairando sobre o planeta. Passadas algumas semanas, uma seita antiga se reuniu procurando o local onde poderiam ressuscitar Jashin, um deus antigo. Liderados por uma mulher capaz de ouvir a voz do deus, os seguidores subiram a Cordilheira dos Deuses e encontraram uma rocha cheia de selamentos frágeis e acabaram assim liberando um novo inimigo que se diz ter muitos nomes: Kami-sama, Jashin-sama e Shaka-sama. A nova divindade absorveu os poderes da lua onde Okina foi selada e transformou-se totalmente, porém, uma quantidade estranha de chakra vazou e espalhou-se no planeta inteiro.O novo inimigo da humanidade marcou três vilarejos: Konoha, Iwa e Kumo. Mas quais são seus verdadeiros planos? E quem é a pessoa que despertou depois de muitos anos?
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21/4/2018, 23:55
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[T. M.] Anzai Tenshin

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[T. M.] Anzai Tenshin - em 1/4/2018, 23:39



Treinamentos de Melhorias

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Chūnin
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Re: [T. M.] Anzai Tenshin - em 3/4/2018, 23:51


Meu nome é Anzai Tenshin. Após ser abandonado quando bebê por meus pais biológicos no Bosque do Clã Nara, fui resgatado e adotado por Nara Burieru e sua mulher Chieko, que se tornaram meus pais de criação.

Eu cresci envolto de ninjas experientes e estrategistas, ouvindo lendas de shinobis poderosos e heróis com chakra infinito. Assim, aos onze já era um genin, dominava a maioria das técnicas secretas do Clã Nara e me candidatara para o Exame Chunin com poucas chances de me tornar um, mas com muita determinação para chegar lá.

Não era um prodígio, porém tinha o suficiente. A morte de meu pai, Nara Burieru, tão rápida que foi, não me afetara com uma grande sede de vingança, e sim com uma sensação de trabalho a ser feito. Meu pai mesmo dizia que eu não deveria me atrelar ao passado. Portanto, mesmo que houvesse vontade de caçar os mandantes de seu assassinato, uma parte de mim sabia que isso não o traria de volta.

E, seguindo o método de meu pai, honrando o nome de meu Clã e protegendo o que restava da minha família (minha mãe Chieko), eu quis sair por aí, aprender cada vez mais e desenvolver coisas que outras pessoas não desenvolveram ainda.

Mas, na inocência e ingenuidade de uma criança de onze anos, tudo o que eu podia fazer era correr pela Aldeia da Folha, brincar com meus amigos e tentar ficar longe de confusões. Só que essa história é sobre uma tentativa falha. A confusão, de um jeito ou de outro, acaba encontrando a gente.

* * *

A brincadeira da vez era “pique-shuriken”. O nome, nem um pouco criativo, era uma distorção do famigerado “pique-pega” (ou pega-pega e afins), onde ao invés de tocar no colega com as mãos, arremessávamos shurikens. Claro, nossos pais não permitiriam que saíssemos por aí jogando armas letais uns nos outros, então fazíamos um shuriken genérico de madeira ou qualquer massa acessível. A aerodinâmica era terrível e não havia lâmina, o que não impedia o surgimento ocasional de manchas rochas na pele de todos nós.

Então nós (dois amigos e eu) manufaturávamos uns cinco para cada e saíamos disparando essas coisas pela vila, tentando desviar dos que vinham em nossas direções e tentando acertar uns aos outros. Nada que pudesse dar errado, até que algo desse errado.

* * *

Numa tarde dessas, após treinos matinais, refeições e todo tipo de ocupação que uma criança podia ter, corríamos por uma das vias mais movimentadas da Aldeia. Havia mercadores, famílias, estrangeiros, a diversidade que só uma vila movimentada como aquela poderia ter.

Claro, essa brincadeira causava estragos e vez ou outra acertava gente que não estava brincando, mas normalmente ninguém se importava muito e, depois de alguns xingamentos, tudo voltava ao normal. Entretanto, certos elementos fazem com que determinadas coisas criem um evento único e específico.

E, naquele dia em específico, um Nukenin não estava muito feliz e aguardava a cada segundo por um ataque surpresa, ataque este que ele achou ser nosso shuriken. Certamente não sabíamos que ele era um Nukenin, nem sabíamos o porquê de ele estar na vila. Ele era alto – apesar de tudo maior que uma criança de 1,30m de altura era “alto” – e prendia seus cabelos cor de areia num rabo de cavalo. Usava um yukata índigo e uma vestimenta branca por debaixo deste. Não parecia portar armas nem qualquer tipo de equipamento.

Quando seus olhos de fogo nos fuzilaram e ele gritou algo que fez a principal via da Aldeia da Folha parar, corremos em disparada para as ruas mais interiores, como sempre fazíamos. O problema principal, até então, era que estávamos sendo seguidos, e isso raramente acontecia.

Eu não me recordo exatamente de quem jogou o shuriken. Podia muito bem ter sido eu, mas no calor do momento ninguém guardava essa informação. Tudo o que Buruno, Heo e eu queríamos era fugir enlouquecidamente e o próximo motivo para isso foram os shurikens reais que estavam em nosso encalço.

Quando fugíamos pelas ruas era uma loucura. Utilizávamos jutsus para correr mais rápido, escalar prédios e paredes, mas nada disso parecia funcionar e o homem estava sempre muito próximo. Porém, o mais surpreendente era que ele não nos alcançava.

Talvez porque conhecíamos os caminhos de Konoha, talvez porque estávamos realmente com muito medo, conseguimos manter ele afastado e fugir para o que chamávamos de “Quartel General dos Henburo”: uma casa abandonada que possuía apenas algumas caixas de madeira e algo que vez ou outra levávamos para lá.

Aliás, vale a pena contar a história do nosso modesto grupo. Henburo, uma ideia nem um pouco criativa, é a junção de Tenshin, Buruno e Heo. Hazaro Buruno e Turukoro Heo foram dois garotos que conheci na academia ninja e desde então se tornaram meus grandes amigos. Éramos um grupo seleto que entre si treinava, brincava e vivia. Crescemos juntos, lutamos juntos e provavelmente morreremos juntos.

Assim, no nosso “Quartel General”, nos sentíamos seguros e, visto que não havia nenhum barulho de perseguição e os shurikens pararam de vir, pensávamos que tínhamos despistado o homem.

Percebemos logo em seguida que não. Após uma voz grossa ecoar de algum lugar de fora do QG, uma explosão obliterou uma das paredes de madeira e, por sorte, não acertou nenhum de nós. Da fumaça, via-se o vulto do mesmo homem que nos perseguira até ali.

- Seja lá quanto estão te oferecendo para me emboscar... –
O homem começou, mas pausou para uma tosse profunda. – Certamente não vale o preço de suas vidas. – Sua voz era forte, ainda que a tosse que a acompanhava demonstrasse algum tipo de fraqueza. E, também, ele mantinha a mão esquerda fixa na parte interna das vestimentas. Na hora eu não percebi, porém, eventualmente notaria que aquele homem estava ferido.

E, como nós, também era um fugitivo em desespero.

- Tenshin, a gente distrai, você prende ele! – Gritou Buruno, chamando Heo e correndo em direção ao Nukenin. Ambos conjuraram seus fracos Bunshins e correram os quatro em direção ao adversário. Eu, extasiado que estava, somente fiz o pedido.

- Kagemane no Jutsu! – E a sombra se estendeu em direção ao homem, tentando conectar-se à dele.

Em um giro de calcanhar o Nukenin acertou meus dois amigos e fez desaparecer na fumaça seus clones. Quanto à minha sombra, ela o atingiu, e por um segundo dominou nosso perseguidor. Nesse um segundo meus amigos levantaram e correram, mas a força e experiência do oponente era tanta que o jutsu não foi o suficiente para mantê-lo preso.

Liberto, agarrou Buruno pelo pescoço quando este veio lhe atacar e arremessou-o contra Heo, que vinha logo em seguida. Eu, que era um lutador tão bom quanto meus colegas, não avancei, sabendo que se dois não conseguiam sequer tocá-lo, um não faria diferença. Respirei fundo e observei.

Tudo o que restava era fugir. A saída estava próxima, meus amigos estavam caídos.

- Buruno! Heo! - Chamei. – Venham!

E então, escuridão. A fumaça era densa e negra, me impedia de ver qualquer coisa a um palmo de distância. Ouvi meus amigos gritando e senti algo me puxando pela perna. Fui virado de ponta cabeça, amarrado em segundos. Quando pisquei, estava pendurado de ponta cabeça no QG, pendendo de um lado para o outro, preso por grossas cordas.

Meus amigos gemiam, também presos. Olhamos em todas as direções buscando alguma explicação, até que vimos o homem. Com um jutsu desconhecido, ele refez o estrago na parede e fechou-a. Depois, olhou para nós e parecia pensar no que fazer.

- Vamos começar, então. –
Tossiu. Depois da tosse, puxou das vestes uma faca kunai. – Quem pagou vocês para me distrair?

Nós não sabíamos do que ele estava falando. Éramos crianças brincando, não ninjas profissionais preparando uma armadilha.

- Ninguém pagou a gente! – Berrei. – A gente só tava brincando! Foi um acidente, me desculpe!

Minhas palavras saíam desesperadas – o que era como eu estava. Meus amigos repetiram, mas não adiantava. O homem estava furioso e queria respostas.

- Vocês não me deixam escolha. – Ele movimentou os punhos em algum selo. De alguma forma começamos a nos aproximar da cabeça dele, como se ele pudesse controlar as cordas que nos prendiam. Descíamos em sua direção, até a altura de seu ombro.

O Nukenin esticou uma de suas mãos para a cabeça de Heo. Começamos a temer mais ainda o que ele pudesse fazer. Então, quando tocou a cabeça de meu amigo, achei que a morte estava próxima. Ele entoou o jutsu e Heo parou de se mexer.

- Saiko Denshin. – Ele disse. – É a arte de ler mentes. – Tossiu novamente. – Você não tem nada.

Soltou Heo e passou para Buruno.

- Mais um. Vazio, completamente vazio. – E olhou para mim. – Então foi você quem foi pago e convenceu seus amigos, moleque?

Eu não sabia o que fazer. Nervoso, me balancei e remexi a cabeça. A mão dele veio em minha direção, virei o rosto e abocanhei-a o mais forte que pude. Ele gritou, puxou a mão para si e nesse momento senti o gosto de sangue na boca.

Cuspi um pouco de pele e o sangue correu. O homem praguejava, segurando as mãos. Eu sabia o que viria a seguir.

- Filho da put...! -  E outra explosão. A mesma parede anteriormente destruída e refeita, se desfez e o Nukenin, que estava de costas para ela, foi arremessado ao chão com o impacto. A fumaça subiu e vários vultos adentraram no nosso QG. Eu estava tão exausto com tudo aquilo que me perdi em pensamentos e tontura. Então, apaguei.

* * *

Quando acordei, estava cercado de shinobis de alto escalão. Aquele homem era um Nukenin extremamente procurado que tinha acabado de fugir de uma batalha e estava se escondendo na Aldeia da Folha. Achando que nós tínhamos sido pagos para emboscá-lo, nos perseguiu e tentou encontrar uma verdade inexistente. Nossos gritos chamaram a atenção das pessoas que estavam na rua, que chamaram a força militar de Konoha. Identificando o foragido e os rastros de sangue deixado por ele, os ninjas entraram em nosso esconderijo e deram cabo dele com extrema facilidade.

Isso, pelo menos, foi o que me contaram. Meus amigos e eu passamos em médicos para saber se fomos afetados profundamente por qualquer técnica que o homem tivesse feito, mas estava tudo bem. E, no fim, recebemos uma bela bronca.

A moral da história é simples e sem propósito: não saia por aí jogando coisas em pessoas desconhecidas.

E se um homem enfurecido te persegue, nunca pare de correr.

Anzai Tenshin:
HP: 275/275
CH: 217/275
ST: 0/2
Considerações:
Palavras: 1756 (o word considera - e * como palavras, mas considerando que não são tantos, já foi uma quantidade acima do desejado e requerido, que era de 1400).

Pedido: Os 100 pontos para distribuir em Status e a Qualidade Treinável:
Sábio (1)
Tipo:
Treinável.
Descrição: Vários personagens se dedicam a estudar o universo como um todo, alguns fazem isto desde tão novos que podem se considerarem sábios inatos, mas em grande maioria isto adquire-se com os anos de pesquisa e conhecimento a respeito do mundo, onde o personagem atinge um ponto em que reconhece qualquer poder - com grande fama -, ninjas e lendas facilmente.
Bonificações: Conhece todas as informações básicas sobre Kekkei Genkais, ninjas famosos, lendas, caminhos, etc.

Gastos: -21 de CH pelo uso de Shushin no Jutsu durante o que considerei ser 3 rodadas/turnos. -37 de CH pelo uso do Kagemane em um turno. Valores alterados pela qualidade Grande Controle de Chakra. Nada descontado do HP, pois os danos foram irrelevantes.
Jutsus Utilizados:
Shunshin no Jutsu
Rank: D
Descrição: O Shumshin no Jutsu é uma técnica de movimento de alta velocidade, permitindo que um ninja possa se mover de curta para longas distâncias a uma velocidade quase indetectável. Para um observador, ele aparece como se o usuário tiver teletransportado. Uma bomba de fumaça é ocasionalmente usada para disfarçar os movimentos do usuário. É realizado o uso do chakra temporariamente para revitalizar o corpo para se mover em velocidades extremas. A quantidade de chakra necessária depende da distância total e elevação entre o utilizador e o destino pretendido. Tem havido alguma confusão em algumas traduções entre este e o Jikuukan Ninjutsu, mas estes são de fato diferentes técnicas, esta técnica não é teletransporte e sim apenas um movimento extremamente rápido.

Kagemane no Jutsu
Rank: B
Descrição: A técnica de imitação de sombra permite que o usuário estender a sua sombra em qualquer superfície (mesmo água) e, tanto quanto eles querem, enquanto há uma área suficiente. Uma vez que ele entra em contato com a sombra do alvo, os dois merge e o alvo é forçado a imitar os movimentos do usuário. Portanto, os dois podem lançar shuriken no outro ao mesmo tempo se o usuário deseja que (é claro, para evitar ferir-se, o usuário só tem que ter o coldre de shuriken em um lugar onde você normalmente não tem, como a palma, para que o adversário desenha nada quando o usuário desenha um shuriken). Se o alvo está fora do intervalo, o usuário pode produzir uma melhor fonte de luz para aumentar o tamanho da sua sombra ou dependem de sombras pré-existentes para sua sombra viajar livremente através de. Também é possível dividir a sombra, para aprisionar os adversários mais uma vez, ou para criar uma distração. A sombra também pode ser anexada a pessoas sem vinculação-los, deixando a "vítima" mover-se livremente. Fazer o que tem a finalidade de que a pessoa, a sombra foi anexada a, faz contato com uma terceira pessoa, para vincular o um último com a sombra.

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Chūnin
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Re: [T. M.] Anzai Tenshin - em 4/4/2018, 11:45

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"Desista da ideia de me fazer desistir"
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Jōnin
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Re: [T. M.] Anzai Tenshin - em 16/4/2018, 10:08

Eu estava animado naqueles dias. Era como se a Vontade do Fogo tivesse sido derramada sobre Albus e parte dela respingou em mim, nada parecia me parar. Mesmo com apenas onze anos de idade, eu queria aprender tudo. Estava faminto.

Na semana seguinte ao Exame Chunin, eu já tinha tentado aprender todas as técnicas das sombras que os membros do meu Clã podiam me ensinar. Na outra semana, pedia ao Hokage ajuda para desenvolver minhas habilidades com o fogo. E na semana seguinte, de alguma forma, eu queria saber tudo sobre meus inimigos.

Comecei então uma infindável caça aos padrões ninja. Claro, eu tinha onze anos, portanto o que consegui definir como padrões ninjas era que: 1) todos tinham corpos, 2) a maioria dos corpos eram iguais. Assim, se todos meus prováveis inimigos possuíam corpos e os corpos eram, basicamente, iguais, minha lógica infantil deu origem a um terceiro pensamento: preciso aprender mais sobre corpos.

Minha mãe via aquilo de uma maneira estranhamente incentivadora. Quando revelei a ela o que queria fazer, ela cogitou até mesmo que, um dia, eu poderia me tornar um médico de batalha – daqueles que saem por aí curando os outros no meio de uma guerra. No fim das contas, ela poderia não estar tão errada.

Naquela semana eu comecei a juntar informações e perguntar por aí aonde poderia ir. Claro, o lugar mais óbvio seria o hospital de Konoha, mas pensei em pedir a opinião de meu antigo professor da academia ninja.

- Durouguras-sensei?! – Chamei, batendo na porta de entrada da antiga sala. Sentimentos nostálgicos me inundaram, mesmo que eu tivesse saído daquelas salas fazia menos de um ano.

- Entre. – E, quando entrei, ele esboçou um sorriso. – Eu mal parabenizo você por se tornar um genin, e você entra aqui um chunin. Logo estará com a mesma graduação que eu! Olá, Tenshin-kun. Como vai?

Dali, foi uma longa conversa entre um adulto respondendo perguntas de uma criança que queria saber mais sobre o mundo real.

No fim, meu antigo sensei me indicou por onde começar e por isso me direcionei para a biblioteca de Konoha, aonde livros, pergaminhos e manuscritos eram guardados cuidadosamente para que todos os registros pudessem ter alguma relevância. Era minha primeira vez no local, porém, descobriria que poderia passar incontáveis horas ali sem me desgastar.

Não tardou para que facilmente me encontrasse entre as prateleiras, chegando até a indicar caminhos para um indivíduo ou outro perdido. Quando recolhi o que queria, tinha um amontoado de três livros mais específicos. Dois deles tratavam de anatomia humana e um terceiro, que fora praticamente um achado, sobre o sistema circulatório de Chakra.

Com o tempo livre que só uma criança de quase doze anos podia ter, li os livros que tinha escolhido e devorei o conhecimento que ecoavam daquelas páginas.
Mas foi em alguns dias depois que, por qualquer motivo que fosse, alguns garotos mais velhos da vila que acompanharam minhas idas e vindas da biblioteca fizeram que meus conhecimentos realmente tivessem valido a pena.

Vale dizer que nem todo mundo acompanhava os Exames Chunin, e que definitivamente aqueles garotos não sabiam exatamente quem eu era – não que fosse grande coisa.

Para eles, eu só era um pivete engraçadinho que andava para lá e para cá carregando uma quantidade de livros que nenhum deles leu ou leria em alguma parte de suas vidas. E, para eles, isso era motivo de picuinha.

- Ei, moleque! –
Chamou o maior. O grupo era formado por quatro garotos com no máximo catorze anos e no mínimo doze. Eles vestiam roupas surradas como que tivessem correndo e arranjando confusões de toda sorte. Um ou outro era gordo, num tipo forte, e os outros eram simplesmente de tamanho e altura média.

Todos, porém, eram maiores do que eu.

Quando ele chamou, não tinha ficado claro que era a mim.

- Ei, moleque! Você mesmo, com os livros! –
Repetiu, e aí eu olhei. – Qual o seu nome?

Sem saber exatamente o que viria acontecer, nem o que estava acontecendo, procedi normalmente.

- Sou Anzai Tenshin. E você?

- Não importa quem sou eu. –
Resmungou ele e, de supetão, puxou os livros que estavam debaixo do meu braço direito. – Sobre o que são essas coisas?

Ele passou os olhos pelas capas, abrindo um largo sorriso e inchando suas bochechas já gordas. Passou os livros para os colegas, que riram junto ao que aparentavam, então, ser o líder do pequeno bando.

- Hahaha! O garotinho quer aprender sobre o corpo humano! – Zombou, como se houvesse graça ali. – Você não acha que isso é demais para sua idade? Ou isso aqui é sua tentativa de ver alguma... mulher pelada?! – E todos gargalharam mais uma vez.

- Por favor... me devolva. – Pedi. Claro, não funcionaria.

- Não, não. Não é tão fácil. Você acha que pode ser espertinho, agora vai ter que pagar.

E, sem razão nenhuma, investiu de punho fechado, um soco na direção de meu infanto rosto.

Mas nesse momento entrava o detalhe que nenhum deles ali sabia, ou não parara para notar: eu era um ninja. Mais do que isso, acabara de ser promovido a chunin. Meu tamanho e meus treinos permitiam que minha agilidade fosse o suficiente e, portanto, desviei com facilidade do soco vindouro com um simples passo para o lado.

- Por favor, devolva. – Pedi pela segunda vez.

O grandalhão se recompôs e esbravejou, irritado. – Você não vai escapar de nós!

Dali, partiu para cima de mim. Nós estávamos próximos a um beco sem saída e, desviando dos incessantes golpes, acabei entrando nele. Os companheiros do garoto maior fecharam a passagem, enquanto o outro avançava, em vão. Eu simplesmente era muito mais ágil.

Talvez, se fosse uma criança comum, como eles, eu não seria tão veloz, mas o treinamento ninja tinha sido intenso, o suficiente para me fazer, basicamente, um soldadinho.

Chegou um momento em que eu não podia mais me afastar. Quando me dei conta disso, e me dei conta de que o garoto se deu conta também, vi que ele sorria, triunfante.

Ele avançou e eu recuei. Mostrei, enfim, uma técnica ninja, andando pelas paredes com os pés presos a ela e parecia que o mundo tinha parado.

Então, saltei, impulsionando meus pés contra a parede. De forma que a única coisa que havia entre mim e a saída eram as cabeças dos outros garotos, calculei o movimento para usá-las como chão e fui pisando. Meu peso era o suficiente para causar tontura momentânea e, como havia estudado a respeito das fragilidades de um corpo, a informação estava fresca em minha mente, pude também refletir aonde o meu pé causaria um pouco mais de dano.

Pousei e vi os outros, tontos, revirando-se em minha direção. E correram.

O mais magro, possivelmente também o mais novo, era um pouco menor que eu. Quando avançou, puxou do beco um pedaço de madeira e girou-o no ar, completando o círculo quando abaixei levemente a minha cabeça e ergui meu pé num chute na altura de seu joelho, imaginando que ele cairia em seguida – e caiu.

O segundo, menos gordo que o maior, mas tão alto quanto, entrelaçou os dedos e desceu com os punhos como uma marreta. Veja bem, vale lembrar que nunca fui um grande lutador, nem um lutador em si, mas eu já era um chunin e eles eram apenas garotos brigões. Assim, quando o “grandão médio” ergueu os braços, eu já jogava minha cabeça na altura do seu abdômen, o que o fez perder momentaneamente o ar, desfazendo o golpe para que ele tentasse respirar.

Veio o terceiro, e nele eu já estava mais esperto. Não lembro exatamente o que fiz, mas quando vi já estava cara a cara com o “líder” do grupo. Observando tudo o que tinha acontecido ali, suas pernas já estavam bambas. Ele pegou os livros e esticou-os para mim.

- De-de-desculpe... – Balbuciou. E saíram correndo para fora do beco. Mas eu, entendendo que agora podia brincar também, não queria deixar barato.

- Kagemane no Jutsu! –
E eles pararam quando a sombra deslizou em captura. Um por um, conectados às sombras, viraram-se a mim. – Agora é minha vez!

O olhar de desespero deles me divertia – não que eu fosse uma criança cruel, só que acreditava que eles merecessem pelo menos um susto divertido. Movi meus dedos numa agilidade que só, e as sombras ergueram-se do chão em mil pontas, como tentáculos sombrios.

- Vocês mexeram com a criança errada! – Urrei, sem saber que aquilo era um clichê, ordenando às sombras que avançassem sobre eles. E elas avançaram, até certo ponto, parando a milímetros de distância de cada um. Pude ouvir o choramingo do maioral. Pude ver, também, que todos tremiam. Desfiz as sombras. – Corram!

Eles correram e eu voltei para a biblioteca.

E essa tinha sido mais uma de minhas aventuras por Konoha.

Considerações:

Aparência: Aizen Sosuke na infância (clique), utilizando roupas de treino, tais como os ninjas da vila, colete, calça e sandálias. Bandana presa no braço esquerdo.

- Observação: Quero fazer desses Fillers algum conjunto de histórias simples para o personagem, que meio que moldem as características dele tanto no futuro (já que está narrando em primeira pessoa), quanto do passado (que, no fórum, é o presente). Só pra aprofundar, mesmo que pareça bobo :>

- Requerimento: +100 de Status e a qualidade Conhecimento Anatômico (1).

- Gastos: -37 do Kagemane. Mas como é em off, não desconta do corrente em jogo, certo?

- Movimentação: N/A

1464 palavras de 1400 (1000 do Filler + 400 do Treinamento de Qualidade). Post 1/1.
Status:

Anzai Tenshin:
HP: 450/450
CH: 423/450
ST: 0/3
Bolsa de Armas:

Makibishi: 10;
Hikaridama: 01;
Fios: 17m;
Jutsus e Habilidades:
Kagemane no Jutsu
Rank: B
Descrição: A técnica de imitação de sombra permite que o usuário estender a sua sombra em qualquer superfície (mesmo água) e, tanto quanto eles querem, enquanto há uma área suficiente. Uma vez que ele entra em contato com a sombra do alvo, os dois merge e o alvo é forçado a imitar os movimentos do usuário. Portanto, os dois podem lançar shuriken no outro ao mesmo tempo se o usuário deseja que (é claro, para evitar ferir-se, o usuário só tem que ter o coldre de shuriken em um lugar onde você normalmente não tem, como a palma, para que o adversário desenha nada quando o usuário desenha um shuriken). Se o alvo está fora do intervalo, o usuário pode produzir uma melhor fonte de luz para aumentar o tamanho da sua sombra ou dependem de sombras pré-existentes para sua sombra viajar livremente através de. Também é possível dividir a sombra, para aprisionar os adversários mais uma vez, ou para criar uma distração. A sombra também pode ser anexada a pessoas sem vinculação-los, deixando a "vítima" mover-se livremente. Fazer o que tem a finalidade de que a pessoa, a sombra foi anexada a, faz contato com uma terceira pessoa, para vincular o um último com a sombra.

QUALIDADES (só pra constar)
✓ Inteligência Aguçada (00)
✓ Grande Controle de Chakra (2)
✓ Perícia em Shurikenjutsu (1)
✓ Sábio (1)

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Chūnin
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Re: [T. M.] Anzai Tenshin - em 16/4/2018, 10:31

Não desconta não, e aprovado

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